Homenagem ao Pai
Literatura de Cordel
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Homenagem ao Pai

Literatura de Cordel - No 54
Autor: Francisco Diniz
João Pessoa-PB, 16/17 de agosto de 2006.


Amigos peço licença
Neste instante vou externar
A minha reflexão,
Em poesia popular,
Sobre a figura do pai
Para lhe homenagear.

É uma simples mensagem
Assim um pouco diferente
Mostrando as faces do homem
E permite que a gente
Possa pensar ou até rir,
Espero ser coerente.

Pai, criatura de Deus
Como a mãe também é,
Com encantos e defeitos,
Com razões, sonhos e até,
Simboliza a esperança,
Alegria, o bem, a fé.
-1-

Seja em noite estrelada,
Ou nos raios da manhã,
A qualquer hora do dia,
Representa o afã
De um filho que o tem
Como o maior galã,

Que trata a sua prole
Com carinho, zelo, gosto.
Um bom pai não é violento
E jamais causa o desgosto
De abusar sexualmente
E deixar um filho exposto...

A um trauma sem precedente,
À triste situação
De ser como uma vergonha
Que afeta a emoção
De quem quer só o amor,
Respeito, compreensão.
-2-

Bom pai é aquele que ensina
Com mera simplicidade,
Na rotina dá exemplo
De honra e integridade,
Abomina a corrução
E não vende a identidade,

Ou seja, sua dignidade,
Que é o seu maior bem,
Por isso nenhum político
Corrupto e ladrão vêm
Fazer proposta indecente
E indecorosa também.

É como um amigo, um bom pai
Que se doa e sempre cobra
Atitudes com honradez
E os cuidados redobra
Para com o(s) seu(s) amado(s)
E ternura tem de sobra.
-3-

Contudo não se abstém,
De, no momento adequado,
Agir rigorosamente,
Demonstrando o cuidado,
De passar o ensinamento
E combater o errado.

Pois ele prega a justiça
E não é um complacente
Com um pensar desonroso,
Com uma prática incoerente,
Se por acaso o filho
Mostrar-se inconseqüente.

Deseja e luta um pai
Pro seu filho alcançar
Sucesso, paz, a saúde
E pede pra Deus lhe dar
A benção todos os dias
Para nunca lhe faltar...

Tudo o que for preciso:
Proteção, felicidades
E muitos anos de vida;
Que se afastem a maldade,
Aflição, a peste, a guerra
E toda a dificuldade...
-4-

Que o inimigo nunca ache
Espaço pra investir;
Que a mentira não encontre
O degrau para subir
E que as forças do Além
Possam o mal corrigir.

Pai é aquele que empresta
Uma parte do seu ser
Para ajudar a gerar
Alguém que irá viver
Carregando suas matizes
Para todo o mundo ver.

Mas também é todo aquele
Que ama, sem discrição,
Que se entrega a uma causa
E estende a sua mão
Ao filho adotivo que
Merece toda atenção.

Aceita como presente,
Tal como Deus ofertou,
Se saudável ou especial
Ou em que condição chegou;
O amor não faz escolha,
Isso o tempo já ensinou.
-5-

Pai existe para que
Possamos compartilhar
Alegrias e tristezas
E se entre nós não está
Ficam lembrança e saudade
Que jamais vão se apagar.

Se for um pai desconhecido
Nós podemos escolher
Um amigo a nossa volta
E a lacuna preencher,
O importante é a atenção
Que alguém pode ceder.

Se vive um pai distante
Ou da mãe é separado
São coisas que a experiência
Também tem nos ensinado,
Cada um tem seu destino,
Não é certo, nem errado.
-6-

Agora, se há um pai
Tipo assim arruaceiro,
Para lá de irresponsável,
Bem mulherengo, caneiro,
Que não quer nada com a vida
E só pensa em ser festeiro...

Aí é bom refletir,
Pra conversa, então chamá-lo,
Demonstrar que tem amor,
Mas jamais abandoná-lo,
Pois água que não se junta,
Logo escorre pelo ralo.

Na hora da precisão
É que se mostra o amor,
Sem quereer nada em troca,
Como Cristo ensinou,
A história é testemunha:
Teve mais, quem mais doou.
-7-

Se por acaso houver
Uma grande decepção
De um pai desprezar um filho,
Eu vejo uma solução:
Sem rancor, adote um pai,
O que vale é a atenção!

Pai não é só procriador,
É quem se faz tolerante,
É quem cuida na doença,
Da vida do estudante,
Até paga nossas contas
E está sempre confiante.

Pai é pai em qualquer parte,
Qualquer hora é alegria,
Não só em data especial
Pode trazer harmonia,
Pai é como um abraço,
Bom é ser dado todo dia.
-8-
FIM

Cordelista Francisco Diniz
João Pessoa-PB, 16/17 de agosto de 2006.

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