Leitura é necessidade
Pra melhor informação,
Pra mostrar um horizonte
De melhor educação,
É meio pra oferecer
Maior comunicação.
A leitura é um instrumento
Que se soubermos usar
Podemos ter condições
De o mundo transformar
A começar pelo homem
Que pode se libertar...
De uma ignorância,
Que impede o crescimento,
Pois quem lê e lê bastante
Terá o conhecimento,
Terá argumentação
Para o convencimento.
E o papel da escola
É por demais importante
Ao oferecer a todos
A motivação constante
Para que o ato de ler
Fascine o estudante.
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Este é o desafio,
Talvez, maior da escola,
Ensinar para o aluno
Que leitura é a mola
Mestra da sabedoria,
É uma nave que decola...
E nos leva à viagem
Incessante do saber
Cujo fim é conhecido:
A conquista do poder
Onde o cargo maior
É ser capaz de escolher.
Escolher o que quer ser
Na vida profissional,
Poder fazer opção,
De forma incondicional,
Por certo representante,
Ou quem sabe o menos mal.
Considerando a importância
De se ler para educar,
Neste cordel gostaria
De um registro deixar
Sobre um curso importante
Que do assunto vem tratar:
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Mediadores de Leitura,
Do Centro de Educação,
Da nossa UFPB,
Que tem na coordenação
Ana Berenice Peres
E a participação...
De Ruth Marcela Bown
E Patrícia Espinar
Professoras indicadas
Pra de fato mediar
O que Maria da Salete
Barboza vem fomentar,
Ou seja, estimular,
Dar apoio ao docente
Num Fórum Estadual,
Que tem ação permanente
E um projeto ambicioso
De formação contundente,
Aliás, continuada
De quem já é professor
Pois, da Educação Básica,
Onde as metas são: propor
Consolidar os saberes
Sem esquecer de a rigor...
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Articular experiência
De quem professa o ofício
Levando em conta a labuta
Que as vezes é sacríficio,
Mas como ofício sagrado,
Por que temer precipício?
E o educador ciente,
Não teme sua função,
Porém busca a todo tempo
Contínua formação,
Como base pra tornar
Melhor sua educação.
E no curso aqui citado
Desta UFPB
Houve participação
De uma gente que crê
E destina o seu sábado
Para ampliar o saber.
E se desloca de longe,
De Alhandra, Caaporã,
De Cuité de Mamanguape,
E saiu bem de manhã
De Salgado de São Félix
Certamente com o afã...
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De encontrar quem também vinha
De Rio Tinto, Sapé,
De Solânea, Maturéia,
De Santa Rita, com fé
De se especializar
Para com isso até...
Melhorar o seu salário,
Que sabemos é um horror,
Pois nosso belo país
Destrata o professor,
Mas nem por isso o mestre
Descumpre o seu labor.
E ele, o professor,
Aqui veio debater
Leitura, conhecimento,
Ou mesmo apreender
A intertextualidade
E gêneros textuais vê.
Refletir a idéia do autor,
Entender o que está escrito,
Criticar a toda hora
Aquilo que fora dito,
Perceber que até o feio
Tem o seu lado bonito.
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Selecionar o que se quer,
Recriar texto e criar
Como um bom curioso,
Quem sabe ainda inventar
Coisas simples, geniais
Para emocionar.
Viu-se que toda leitura
Leva a uma interpretação
E que a partir da vivência
O cérebro entra em ação
Pra dar sentido ao escrito
Gerando a compreensão.
Viu-se também que os saberes
Artísticos e culturais,
O que é exposto na mídia
São importantes demais
Para o entendimento
Das construções textuais...
Que é preciso explorar
Todas possibilidades
Dos Gêneros Textuais
E usá-los com habilidade
Para haver de fato a
Comunicabilidade.
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Há muitos objetivos
Ao se buscar a leitura:
Pra termos informação,
Para aumentar a cultura,
Por prazer, obrigação,
Impor ou mudar estrutura.
Deve ser como exemplo,
Todo dia a se usar;
Tem que ser como conquista
Que temos que cultivar
Pra que o fruto do saber
Possa se manifestar...
A leitura só não pode
Pagar multa recisória
Por não conseguir fazer
O homem usar a memória
Para ser honesto e bom,
Isso aí é outra história.
Nosso povo do Nordeste
Há mais de 100 anos lê
A sua literatura,
O cordel, e por prazer,
Mas serviu pra muita gente
A leitura aprender.
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Tudo começava assim:
O poeta escrevia
Os romances ou histórias
E após a tipogragia
Seus folhetos entregar
Ele na feira os vendia.
E o povo à noitinha
Ou depois de almoçar
Reunia-se sentado
Para se deliciar
Com alguém lendo histórias
Para rir ou emocionar.
Muitos sabiam de cor
Os versos metrificados
E até cantavam os textos
Em ritmo compassado,
Era assim nossa leitura
No Nordeste abandonado.
Hoje o folheto chega
À escola e a todo canto
E prova que seu poder
De denúncia e acalanto
É qual chuva sertaneja:
Traz esperança e encanto.
FIM
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Francisco Diniz
João Pessoa-PB, 19 de agosto de 2011
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