Educação Ambiental é Cidadania, cordel de Mariano Ferreira da Costa.
Literatura de Cordel
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Educação Ambiental é Cidadania
Relato de experiência educacional na Escola Machado de Assis, Tibiri, Santa Rita-PB, em setembro de 2004.

Autor:
Mariano Ferreira da Costa
Diretor da Escola Machado de Assis,
Tibiri, Santa Rita-PB, setembro/2004.
Revisão/2014: Francisco Diniz
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Sensibilizar o povo
No tocante ao ambiente,
Ética e cidadania
Tendo permanentemente
O amor à natureza
Bem no coração da gente.

Por isso a cada ano
O Machado realiza
Uma semana temática
E a todo mundo avisa
O valor do ambiente,
Coisa que não se improvisa.

Tudo é bem preparado
Com maior dedicação,
Os temas são abordados
Vemos participação,
Com ética, cidadania,
Natureza, mutirão.

Os pais todos convidados
Pra fortalecer a corrente,
Caminhar com a escola,
E de forma consciente
Acordar a comunidade
Pra agir e ser prudente.
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Ação com idealismo
Tendo o amor como arte
Na alma o otimismo,
A corrente não se parte,
Destruir o pessimismo,
A esperança se reparte.

Uma equipe é preparada
Pra fazer a recepção
Na entrada da escola
Recebe aperto de mão,
Belas palavras de ordem
Com muita educação.

O cidadão consciente
Evita a poluição
Protege o ambiente,
Não entra na contramão
Para viver plenamente
Cuidando do seu pulmão.

Evite o tabagismo,
Ora, não faça isso não.
Viva sim, com otimismo
Com amor no coração
Longe de todo perigo
Amando o seu irmão.
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O povo tem que saber
Do ambiente o seu valor,
O quanto vale viver
Com alegria, sem dor
E tratando o ambiente
Com carinho e amor.

Nós fizemos caminhada
Para o povo despertar.
Lixo é pra ser reciclado,
Não o devemos queimar.
Ter coleta seletiva
Para o lixo aproveitar.

Não fique aí parado,
Seja sempre consciente
Quando o lixo é reciclado
Com certeza o ambiente
É puro, é arejado,
Saudável e não doente.

A caminhada é feita
Com o povo de mãos dadas,
Com faixa a chamar atenção
Pra quem está nas calçadas.
Venha se juntar a nós
E dizer não às queimadas.
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Nós só queremos viver,
Beber água, respirar,
Olhar para o sol nascer,
Colher frutas no pomar,
Pisar numa grama verde
E o planeta salvar.

Andar na rua, no campo,
Ter a plena liberdade
De plantar e colher frutos
E nunca ver nas cidades
Crianças abandonadas,
Inocente atrás das grades.

O planeta é nossa casa,
É nossa sala de estar,
É o quarto e o banheiro,
Nossa mesa de jantar,
A cama onde dormimos,
Vamos dele bem cuidar:

O mico leão dourado
Livre da extinção,
Pulando de galho em galho
Sem sofrer uma agressão,
Vivo no seu habitat
E longe do alçapão.
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A tartaruga marinha,
Pelo nosso litoral
Nadando assim, livremente,
Longe de todo o mal.
Seja um ser consciente,
Pois o amor é essencial.

Todos animais em festa
Capivara, jabuti,
Curió, bicho preguiça,
Papagaio, juriti,
Comendo frutos maduros:
Manga, caju, sapoti.

Noutra faixa se chamava
Atenção da meninada:
No tocante a qualquer dengue,
Evite água parada,
Cuidado com os pneus,
Mate logo essa charada.

Pra combater este mal,
Siga a orientação,
Procure logo o médico,
Sem automedicação,
Faça tudo com cuidado,
Não haja por emoção.
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O importante é caminhar,
Seja para onde for,
De mãos dadas, pés no chão,
No coração, só amor,
Repita este refrão,
Você é compositor.

Este é hino de louvor,
Faça dele uma canção,
Não desista, vá em frente
Respeitando o irmão,
Defenda o meio ambiente,
Livre-o da poluição.

Numa cadeira de roda
Uma mãe se faz presente,
Lutando por esta causa:
Defender o ambiente
Do crescimento econômico
De maneira inconseqüente.

Natureza não desiste,
É o que diz um cartaz
Conduzido por Nayara,
Lutar nunca é demais.
O "Machado" aderiu
Ao reino dos vegetais.
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O homem o esqueceu
No tronco que ele cortou,
O machado floresceu,
Pois em seu cabo brotou
O verde da esperança,
Que Nayara conquistou.

Passos firmes caminhando
Com os cartazes nas mãos,
Um sorriso desabrocha
Numa tarde de verão,
No coração: primavera
Solta flores pelo chão.

Verdadeira obra de arte,
Cartazes são exibidos,
O sonho de um planeta
Pelo homem protegido,
É utopia real
No grito do oprimido.

Não deixe a terra morrer,
Não faça o rio secar,
Não derrube nossas matas,
Não polua nosso ar,
Abrace essa idéia,
Venha conosco lutar.
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No turno da noite houve
Palestra e também debate,
O tema foi violência,
Como agir no combate
Na cidade e no campo,
Onde o homem se abate.

O palestrante contou,
E com muita precisão,
Quando tudo começou
Do litoral ao sertão,
O nosso agricultor
Perdendo para o patrão.

O campo virou deserto,
Um viver meio nefasto,
Banco libera dinheiro
Para aumentar o pasto,
O trabalhador ficou
Sem vez neste mundo vasto.

Cidades estão inchadas
Com muita gente sofrendo,
Vemos prostituição
Infantil aqui crescendo,
O problema é do Brasil
O caldeirão tá fervendo.

O problema se resolve
Com política social,
Só uma reforma agrária
Tendo do povo o aval,
Com luta se organiza,
Creche, escola e hospital.
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Com estudo, com trabalho,
Agricultura e lazer,
Se houver o alimento
Para o povo comer,
Este país em frangalhos,
Com certeza irá crescer

O nosso meio ambiente,
Foi um tema debatido
Com um ambientalista,
Todo mundo envolvido
De forma apaixonada,
Bem aberto os ouvidos.

Um verdadeiro poema
O palestrante falou
Ao tratar sobre as plantas,
O inseto e a flor,
O que ficou registrado
É uma carta de amor.

O professor Sildo Alves
Veio somar com a gente,
Mostrou-nos monografia
Em defesa do ambiente,
O problema com a água,
Que é tão pouca corrente.

Na palestra ele falou
Do rio Tibirizinho
Que abastece Santa Rita,
Mas por falta de carinho
A nascente está morrendo
E o povo ribeirinho.
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Sua mata ciliar,
Derrubam pra plantar cana,
Nessa busca pelo lucro
O homem muito se engana,
Na corrida por dinheiro,
A natureza profana.

Muito mais do que palestra
A escola realizou
Trabalho de casa em casa
Com aluno e professor
Pra ensinar à comunidade
Dar à vida mais valor.

Esta guerra é de todos,
Vamos juntos combater.
Esse mosquito da dengue
Não irá sobreviver
Com a arma da união,
O que falta é querer.

Assim cada um partia
Ciente de sua missão,
Um ao outro se unia
Com instrumento na mão,
Casa a casa visitando
Ensinando esta lição.
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Era árduo o trabalho,
Mas não houve desistência,
Cada um bem consciente
E agindo com prudência
Chamando a população
Para tomar providência.

Os alunos são pequenos,
Mas grande no ideal,
Praticar cidadania
É algo muito legal.
Só nos traz a alegria
Ver o bem vencer o mal.

Com a farda azul e branco
Este exército é de paz,
Venceremos essa guerra,
A dengue aqui nunca mais
Vamos livrar nossa terra,
Pois assim é que se faz.

Depois do grito de guerra
Cada um seguia em frente.
Aqui todos são soldados,
Não há cabo nem tenente,
Vamos vencer o mosquito,
Não queremos ver doente.
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A meninada promete,
Seu exemplo já diz tudo,
O que é bom se repete
Em todo ano de estudo,
E a cada um compete
Gritar, jamais ficar mudo.

Com as sacolas nas mãos,
Todos pregando a limpeza,
Chamando a população
Pra cuidar da natureza:
A coleta seletiva
Começa na sua mesa.

Junte o lixo reciclável
Alumínio, plástico, vidro
Na escola se recebe
Remédio para o ouvido,
Cólicas, inflamação,
Que não vêm mais, eu duvido.

O lixo que traz doença
Enfeia nossa cidade,
Quando ele é reciclado
O ambiente na verdade
Logo muda pra melhor,
Você tem felicidade.
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O cidadão consciente
Tem que está em evidência,
Desenvolver nova forma
De trabalhar com prudência
E ter como plataforma
Salvar a terra, com urgência.

O aluno machadiano,
Consciente do dever,
Casa a casa vai levando
Para o povo aprender
Problemas ambientais
E como os resolver.

A coleta seletiva,
É importante demais,
Bem como cuidar das águas,
Proteger os animais,
Com ambiente saudável
O cidadão vive mais.

Porta a porta Jonas foi
Levando sua mensagem,
Sua maior indignação
É quando olha a paisagem
Com tanta poluição,
Mas não perde a coragem.
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Com a sacola na mão
Ao povo ele vai falando:
"Preste atenção minha gente,
Lixo só se reciclando,
Faça assim que o ambiente
Vemos se recuperando."

Não deixe para depois,
O problema é urgente,
É preciso a ação,
Pise forte, siga em frente,
Pois a água que se foi
Não serve hoje pra gente.

A água economizada
À natureza faz bem.
Em fontes subterrâneas
Se buscarmos ela vem
Matar minha e sua sede,
Essa água agente tem.

Seja criança ou adulto
Cuide do mundo com afinco,
Não cubra a terra de luto
Nem sua casa com zinco
Plante árvores que dão frutos
E enfeitam como brinco.

Mantenha a água limpa
Dos lagos, do cacimbão,
Dos rios e dos riachos,
Trate com muita atenção
Todos os igarapés
Perdidos lá no sertão.
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Educação ambiental
É também cidadania,
Sem ela tudo vai mal,
Não teremos alegria,
O país do carnaval
Se transforma em agonia.

Daí é muito importante
O ambiente proteger,
Educar nossa criança,
Ensiná-la a fazer
O planeta dos seus sonhos
E aqui melhor viver.

O ambiente está em mim
Desde o ar que eu respiro,
Na beleza do jardim,
Na flor que eu admiro,
Na união de todos nós,
Pois assim é que prefiro.

Os agentes de saúde,
Que são pessoas bacanas,
Estiveram na escola
Durante toda semana
Verificando pressão
Sem cobrar nenhuma grana.

Explicaram sobre as
Doenças contagiosas,
Palestras aos visitantes,
Tudo em verso e prosa,
Os pais saíram contentes,
Essa gente é bondosa.
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Distribuíram cartazes,
Folhetos educativos:
Preserve sua saúde,
Se quer permanecer vivo;
Faça sexo seguro
Usando preservativo.

Da escola Flávio Maroja,
Visitaram o Machado,
Alunos pra uma palestra,
Ficaram bem comportados,
Pra eles foi uma festa
O assunto abordado.

O sexo é energia
E um grande bem produz,
Irradia o coração,
O corpo e nos conduz
Ao estado da perfeição,
Traz à alma maior luz.

Canalize o amor,
Use mente e coração,
Aí está o valor
Do fogo que há na paixão
Queimando nossos gametas
Em fogueira de emoção.

Trouxemos dança de roda
Pra coroar o ambiente,
Fechar com chave de ouro
Alegrar a nossa gente,
Xaxado, coco, baião,
Da cultura uma semente.
FIM
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Mariano Ferreira da Costa
Santa Rita-PB, setembro de 2004.
Revisão/2014: Francisco Diniz
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