Lula, O Porta-Voz do Povo.
Literatura de Cordel
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Autor:
Francisco Diniz

Lula, O Porta-Voz do Povo
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Companheiras, companheiros
Hoje eu estou feliz
A esperança ganha corpo
Finalmente o povo diz
Luís Inácio da Silva
Preside nosso país!

Foi muito o que eu esperei
Para vê-lo no poder
Pois bem sei que seu governo
O pobre vai defender,
Vai construir nova história
Que ninguém vai esquecer.

Digo isso com certeza
Tomado pela emoção
Porém minha crença está
Baseada numa razão:
Seu passado virtuoso
É limpo, sem corrução.

E quem tem passado honesto
Melhor pode enxergar
A necessidade de quem
Sofre muito a esperar
Por emprego, educação
E para a injustiça acabar.
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Apenas quem sentiu na pele
A amargura do esquecimento
Do sistema e de quem podia
Promover o aprazimento
Sabe bem o que quer dizer
A palavra sofrimento.

Somente quem passou fome
Tem condições de falar
O que significa flagelo
E então pode lutar
Para que nenhum vivente
Possa por isso passar.

Por isso que em você, Lula
Tenho fé, tenho esperança
E em nossa terra amada
Do idoso à criança
Todos irão se orgulhar
De um governo de bonança.

Que entendo que não será
Um milagre ou mesmo o céu
Contudo, quem mais precisa
Vai provar um pouco do mel
Pois já está muito enjoado
De só sentir gosto do fel.
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Como a grande parte do povo
Estou muito otimista
Que uma séria transformação
Estará perto da vista
E meus olhos irão brilhar
Se o bem-estar se anunciar
Em rádio, jornal, revista.

Quero ler e ouvir falar
O Brasil está mudando
A saúde pública não está
Abandonada e penando
Há outra realidade
Agora há dignidade
E eu não estarei sonhando.

Sentirei felicidade
Será outra educação;
Os projetos sociais
Terão outra dimensão
Onde o dinheiro do povo
Terá séria aplicação.

O resultado almejado
Certamente virá
Pois se as prioridades
Buscarem assim contemplar
O respeito, a honestidade
Outro Brasil vamos criar.
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Tu és por certo o porta-voz
Da esperança desse povo
Que aposta no surgimento
De um país realmente novo
Pra superar de uma vez por todas
Todo tipo de estorvo.

Pra combater roubalheira
Estaremos em vigília
Defendendo os valores
Do trabalho, da família
E também denunciando
Quem for rato em Brasília.

Bem como todo político
Que esteja em qualquer lugar
Insistindo em comprar votos
Com um discurso pra enganar
As vítimas da inconsciência
Que estão sempre a mendigar.

Por migalhas de dinheiro
De quem apenas mente
Só que o que o povo precisa
É de uma educação decente,
De emprego, digno salário
E ser tratado como gente.
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O governo que há porvir
Terá que se relacionar
Com forças tradicionais
Mas não pode creditar
O poder pra'quela gente
Desfazer o meu sonhar.

Que é ver o povo no poder
No mínimo por oito anos
Enfrentando dia-a-dia
Sem ilusão ou enganos
A miséria provocada
Por um bocado de insanos.

Apesar de acontecer
Sua união com o capital
Espero que você, Lula
Faça as reformas fiscal,
Política e tributária
Ou outras se necessárias
Sempre em terreno legal.

Pois quero prestigiar
No rádio "A VOZ DO BRASIL"
Noticiando as conquistas
Do nosso povo servil
Que não quer mais ser chamado
De desprezado ou de vil
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Povo que sempre foi vítima
De quem tinha o poder
Mas não tinha o compromisso
De acabar com o sofrer
De milhões de flagelados
Cansados de padecer.

Como tudo um dia muda,
Hoje a coisa é diferente,
A luz distante do túnel
Apareceu finalmente,
Um homem simples do povo
Agora é presidente.

Lula representa a fé
Do sem-vez e do esquecido
Daquele que se sentia
Abandonado e vencido
Hoje é tido como herói
De todo um povo sofrido.

Hoje você dá autógrafo,
Abraça, beija a multidão,
No futuro vai virar mito
De toda essa nação
E o que relato aqui
Não será decepção.
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Você tem tudo para ser
Um exemplo para o mundo
Como Lincoln ou Mandela
E ao enxergar o moribundo
Não irá classificá-lo
Como nojento ou imundo.

Ao contrário, diariamente
Eu sei que irás lutar
Para que toda pessoa
Possa se realizar
Muito especialmente
Quem é da classe popular.

Sei também que o desafio
É apenas um entre tantos
Contudo tenho certeza
Sua voz é o acalanto,
É a vontade do povo
Desejoso de outro canto.

Que contará outra história
Tal como você bem diz
No discurso após o pleito
E eu, apesar de aprendiz,
Disse comigo calado
Esse texto fui eu que fiz...
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Ou será foi Leontino?
Ou meu amigo Valentim?
Eu só sei que aquele escrito
Conheço tim-tim por tim-tim
Pois retrata um grande sonho
Do começo até o fim.

Sonho de um povo humilde
Que hoje em você se vê
Que acredita em suas palavras
E sabe o que tu vais dizer
Que está cheio de esperanças
Como todo amanhecer.

Muito há o que fazer
Por saúde, emprego, educação,
Reforma agrária, transporte,
Justiça, habitação,
Energia, agricultura,
Valorizar nossa cultura,
Segurança e irrigação.

Pelos cantos do Brasil
Leste, Oeste, Sul e Norte
Os problemas são imensos
Mas Lula, você é forte,
Mudará nosso país
E eu só desejo boa sorte.
FIM
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Francisco Diniz
João Pessoa-PB, 15/27 de novembro de 2002.
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