A Matemática da Vida - Autor: Francisco Diniz
A Matemática da Vida
Literatura de Cordel
Autor:

Francisco Diniz
Santa Rita-PB

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Em tudo na vida a gente
Precisa equacionar
Na matemática diária
Sempre com ética usar
A adição, o subtrair,
O dividir, o multiplicar.

Multiplicar o amor
Realizar a divisão
Da terra e do trabalho,
Principalmente do pão
Para então se acabar
Com a social exclusão.

Subtrair o descaso
Que se tem pela pobreza;
Fazer a adição correta
Do alimento sobre a mesa
Para suprir com urgência
A fome, que é uma tristeza.
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É necessário que nós
Saibamos certo contar,
Escrever os numerais
Natural, ímpar ou par,
Não deixarmos que ninguém
Venha nos engabelar.

Principalmente os políticos
Que pensam que somos tolos,
Que falam sempre em aumentar
Pra depois partir o bolo
E nos deixam imprensados
Vítimas de um grande rolo.

Por isso é muito importante
Que o povo venha a aprender
A enfrentar seus problemas
Sem jamais se esquecer
Que é preciso atenção
Pra erro não cometer.
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Aí é bom que se use
O recurso da memória,
Para mais que decorar
Não esquecer da história,
Organizando o caminho
Sem perder a trajetória.

No dia-a-dia devemos
Estudar a porcentagem
Pra nossa parte exigir
Sem usar politicagem,
Condenando a quem insiste
Querer só levar vantagem.

Bom mesmo é que seja feito
Cálculo exato da fração
Dando a César o que é de César
E ouvindo atento o sermão
Pra dar a parte de Deus
E não esquecer a do irmão.
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Aprender geometria,
Ângulos, polígonos, reta,
Círculo, circunferências
Para manter sempre aberta
A passagem pro espaço
De partilha e de coleta.

Entender o que são múltiplos
Bem como os divisores;
O que é número e algarismo
Pra não misturar os valores,
Para evitar confusão
Pergunte aos professores.

É importante estudar
Números que são ordinais
Não confundir com aqueles
Que chamamos cardinais
Agora preste atenção
Difíceis são os decimais.
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Mas tudo a gente aprende
Se tiver dedicação:
Se a antiga tabuada,
Se a linha é curva ou não,
Se o cálculo é complicado
Ou fácil compreensão.

No estudo das medidas
Padronizadas achamos:
Comprimento, superfície,
E da massa, não esqueçamos
Capacidade e volume
É importante que aprendamos.

Existem também as medidas
Que não são padronizadas:
Braça, pé, xícara, colher,
Passo, dedo, polegada,
Usos do senso comum
E eu ia esquecendo a pitada.
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O Sistema Monetário
Deve ser apreciado,
Desde cedo discutido,
Ao aluno ensinado
Que ele tem sido cruel
Com o pobre assalariado.

No estudo da matemática
O que mais se deve prezar
É a constância no estudo
Pra aprender e não decorar
Principalmente o que é útil
Para a vida melhorar.

Pois não adianta aprender
Cálculo novo a cada dia,
A equação mais complexa,
Até trigonometria
Se o saber não for pra dar
Esperança e alegria...
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A todo o semelhante
E a quem está a precisar
Do máximo de atenção
Para poder transformar
Os dados da estatística
Que insistem em nos lembrar

Das grandes dificulddes
Por que passa a nação
Especialmente os pobres
Que representam a porção
Que pouco pode contar
E não entende a divisão

Que é feita aqui das riquezas
Onde poucos, podem mais,
Onde muitos, pouco têm
Neste sistema voraz
Que desfaz da matemática
Ao não ver os seres iguais.
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Na verdade o saber
Devia mesmo servir
Pra combater a injustiça,
Necessidade suprir
De quem não tem condições
E vive a persistir

Enfrentando seus problemas
Na busca de soluções
Sempre quebrando cabeça
Com tantas preocupações,
Mas arranjando um jeito
De resolver as equações.

E pra solução ser correta
A escola é necessária
E toda a sociedade
Numa tarefa diária
Pra tornar a vida do homem
Mais justa e igualitária.
FIM
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