O Casamento de Shirley e Max



Literatura de Cordel
Autor: Francisco Diniz

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Saudações à amizade,
Ao que o bem vem propor,
Salve a celebração,
Em versos de cantador,
Que une Shirley e Max,
Pra eternizar o amor...

Com o olhar do Senhor
A abençoar o casal
Num momento inesquecível,
Por certo com o aval
De amigos, familiares,
O seu maior cabedal.

Vivendo o emocional,
Mas atados à razão,
É na Fazenda Santana
Que ocorre a união,
Shirley e Max sonharam
Em meio à vastidão...
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Da típica vegetação
Do Distrito de Galante,
Em Campina Grande, a terra,
Que acolhe a todo amante
Do frio, dos campos verdes
E da serra exuberante,

Onde o solo garante
Sempre o melhor colher
E em 5 de setembro
As 10 horas vamos ver
Nest'ano 2009
O enlace acontecer,

Sob o céu que a gente vê
E o sol a testemunhar,
Mas se a chuva vier
Ou o nevoeiro chegar,
Shirley e Max dirão sim
Quando o pároco chamar.
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A capela irá abrigar
A todos os convidados
Durante a cerimônia
Com os noivos emocionados
Refletindo o presente
E os momentos passados

Desde quando namorados
Na cidade de Sumé,
Onde nasceu o casal,
Casal apegado a fé
Do amor espiritual,
Que supera o que quiser!

E o amor, que é mulher,
Sabe bem compreender,
Tem olhos da tolerância
A enxergar que viver
É abrir mão e se doar,
Muito mais do que querer.
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Para agente aprender
Esta difícil verdade,
Muita crise se enfrenta,
Força da imaturidade,
Que o tempo e reflexão
Dão a visibilidade.

Shirley vivia na cidade
De Sumé, logo no início
Do namoro enquanto Max
Em Campina, tinha ofício
E o romance à distância
Era mesmo sacrifício.

Também pensando em ofício
Shirley fora estudar
E morar em João Pessoa,
Por um ano ficou lá,
Vez em quando com o amado
Ela ia se encontrar.
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Ou ele ia viajar
Pra vê-la na capital,
Então ela decidiu
Ter um namoro normal:
- Vou morar em Campina Grande,
Que é que tem, qual é o mal?

Bem mais próximos, afinal,
4 anos se passaram
Perceberam afinidades,
Neste tempo se gostaram,
Contudo veio uma crise
E os dois se separaram.

Mas ambos já relataram
Que foi imaturidade,
Durante 1 ano e meio
Rompida a felicidade,
Só que o destino é criado,
Há provas desta verdade.
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Já na universidade,
Max, então pensativo,
Ao sair de lá à noite,
Veja só que imperativo,
Shirley liga com uma conversa:
- Falo a você por motivo...

Ser grata pelo incentivo,
Que sempre você me deu,
Pois hoje na minha vida
Algo bom me aconteceu,
Passei numa disciplina
Difícil, você entendeu?

Naquele instante ocorreu
O estalo da magia,
Foi a senha pro retorno
Do vínculo que outrora havia
E pouco tempo depois
O namoro voltaria.
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O casal definiria
Que a volta era o fim
Da distância, solidão,
De uma rotina ruim,
Contudo a realidade
Não quis que fosse assim.

O trabalho fez, enfim,
Shirley então retornar
Pra viver em João Pessoa,
Porém sem jamais deixar,
De no sábado ou domingo,
Seu parceiro encontrar.

Fosse lá ou fosse cá
O encontro era certeiro,
Mas Max após concurso
Foi pro Rio de Janeiro
Trabalhar na Petrobrás,
Ficou mais longe o roteiro.
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Mesmo assim o companheiro
Recebeu a sua amada
Algumas vezes no Rio,
Ela gostou da estada
E decidiram pra sempre
Compartilhar a morada.

Nesta nova caminhada
O casal irá seguir
Para a cidade que Max
Tiver de se transferir
E os dois prosseguem a história
Que conto um pouco aqui.

Que em todo o porvir,
Quer seja frio ou calor,
Cada um cumpra a promessa,
Dê ao diálogo valor,
E se enxergue no outro,
Tudo em nome do amor!
FIM
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Francisco Diniz
João Pessoa-PB, 20 de julho de 2009, dia do amigo.
Site: www.projetocordel.com.br
E-mail: literaturadecordel@bol.com.br