Tudo O Que Eu Queria Ser e Ter, cordel de Francisco Diniz.
Literatura de Cordel
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Tudo o que eu queria ser e ter
Autor:
Francisco Diniz

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Fazer parte deste mundo
É uma dádiva de Deus.
Eu fico contente por ser
Um dos escolhidos seus
Pra deixar uma mensagem
Nestes simples versos meus.

Eu agradeço a Deus,
A mãe e ao meu pai também
Que ensinaram-me o que sou:
A praticar só o bem
E lutar pra que um dia
Eu possa ser um alguém

Feliz como convém
A um alguém bem sucedido
Pois lembro desde pequeno
Esse era um pedido
Que eles faziam aos céus
E aos poucos sou atendido.
01

Em cada ano vencido
Faço uma avaliação
Sobre o que fiz e o que faço
Para a edificação
De um mundo bem melhor
Desse que há na ocasião,

Onde haja condição
Para eu poder trabalhar
Ganhando para o sustento
Sem dinheiro me faltar
Pra manter minha família
E para poder ajudar

A quem precisa trabalhar
E a quem sofre mais que eu.
Espero mesmo que ainda
Eu possa usar o verso meu
Pra mais que denunciar,
Pra servir até a ateu.
02

O meu mundo é plebeu,
Está longe do ideal
Apesar de algumas conquistas
De um trabalho estatal
Ainda falta muita coisa
Simples e especial.

Desde um salário normal
Que possa proporcionar
Condições de existência
Para nada me faltar:
Roupa, alimento, fartura,
Casa boa pra morar,

Ter tempo pra viajar
Pra desfrutar o lazer
Nas férias ou fim de semana
Ter tempo para escrever
E também para a leitura
Pois há muito o que aprender.
03

De fato eu queria ter
Muito conhecimento,
A clareza da oratória,
O poder do convencimento
Mas mantendo humildade
Que é o maior ensinamento.

Queria ser o alimento
Pra quem quer compreensão,
A palavra de conforto
Na hora de precisão,
A esperança de quem
Passa por uma aflição.

Queria ter a condição
De um dia alcançar
O dom da sabedoria
Sem precisar me mostrar
E nunca ser um soberbo,
Muito menos Calabar.
04

O que é difícil encontrar
É o dom da compreensão,
A gentileza, a bondade,
A plena satisfação,
O meio para aprender
Controlar a emoção

Pra fugir da agitação
Quando houver necessidade.
Ainda pretendo ter
A máxima tranqüilidade
Para saber enfrentar
Todas adversidades.

Falando sempre a verdade
Mas sem mostrar arrogância
Eu luto pra um dia ter
Sapiência, tolerância
E coragem pra desprezar
O vírus, que é a ganância.
05

O presente é a confiança,
Que alguém pode me dar,
Carinho, ternura, amor
Coisas difíceis de achar,
Fácil é achar quem provoca
Simplesmente desprezar.

Eu só não gosto de cantar
Parabéns para você
De comprar um refrigerante
De fazer um bolo e dizer
Vamos chamar não sei quem
E vamos nos esconder

Para um susto acontecer
Ao cantar uma musiquinha
Que agrada a quem é
Ainda uma criancinha
E pra completar alguém grita
Apaga logo a velinha!
06

Não é uma alegria minha
O aniversário festejar
Melhor é o dia-a-dia
A gente sempre lembrar
A importância do outro
E com gestos sempre mostrar.

Eu não sei muito agradar
Mas tenho amigos generosos
Uns poucos, isso é verdade;
Tenho pais bem valorosos,
Irmãos, primos, tios, avó
E colegas amorosos,

Dois filhos maravilhosos
Que são tudo o que eu queria,
Uma grande companheira
De bela fisionomia
Que eu não sei bem até quando
Vai querer minha companhia.
07

Eu vou amá-la até o dia
Que ela assim desejar;
Eu só não vou parar mesmo
É de desacreditar
No papel da educação
Com força de transformar,

Por isso que eu vou andar
Defendendo o professor,
Reivindicando direitos
Falando do seu valor
Pra ele ainda ser tratado
Igual juiz ou doutor.

E como sou sonhador
Vou assim sempre viver,
Mas luto pra realizar
O que acabo de escrever,
Pois sonhos e amor são
O que mais preciso ter.
08
FIM

Francisco Diniz
Santa Rita-PB, novembro de 2003.
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