Uma Máquina Perfeita

 

 

Literatura de Cordel

 

Autora: Luiza Bandeira

João Pessoa-PB, 20 de abril de 2008

Revisão e editoração eletrônica: Francisco Diniz

 

Os pecadinhos de vida

Que fazem fecundação

Num momento mágico

Sempre em cada relação

Então se unem os gametas

Dando início a gestação.

 

E é da célula-ovo

Que surge tudo que temos

As veias, olhos e boca,

As coisas que nós não vemos,

Tem até o nosso cérebro

Pra dizer o que faremos!

 

Já formado o coração

A vida então se inicia

É o nosso “órgão-bomba”

Como Ramalho dizia

Ser o dono da emoção,

Mas isso é só fantasia!

 

Célula, parte tão viva

Desse jeito é dividida:

Tem membrana e tem núcleo,

Mas precisa ser nutrida,

Então tem o citoplasma

De onde lhe provém comida.

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O núcleo é o responsável

Por nossa reprodução

Em si guardando aparência

Desse ser em formação

Enquanto a membrana dá

Pra célula a proteção!

 

E quando adultos nós formos

Elas estarão presentes

Espalhadas pelo corpo

Do dedo do pé à mente

Elas são as responsáveis

Por toda a vida da gente!

 

E para cuidar do corpo

É preciso então saber

Como se alimentar bem,

Não fumar e não beber

Ler bons livros, ver bons filmes,

Dormir bem e ter lazer.

 

Das células, os tecidos,

Tecidos por sua vez

Vão formando cada órgão

Para ter com rapidez

Uma função específica

Pelo corpo de vocês!

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Os sistemas são conjuntos,

Órgãos a desempenhar

Um trabalho habilidoso

Para a vida continuar

E é o cérebro que vai

Em tal ação transformar!

 

Todos sentidos que temos

São por ele controlados

Ver, ouvir, cheirar, sentir...

Estão assim interligados,

Portas abertas ao mundo

Que nos deixam fascinados!

 

Já os rins filtram o sangue

Transferindo ao pulmão,

Este após oxigenado

Retorna ao coração

Vai fluindo como um rio,

Faz no corpo a irrigação.

 

Nas veias sangue venoso,

Artérias, arterial,

O sangue assim conduzido

E de um jeito genial

Vai levando nutrientes

Às células, afinal!

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E é nele que termina

A famosa digestão,

Nutrientes absorvidos

Entram na circulação

Vai deixando o que não serve

Pra fazer a excreção!

 

Nosso corpo é perfeito,

Tudo tem uma função

No entanto, não fica claro

O que faz o coração

Além de bombear o sangue

E fazer palpitação!

 

E cada parte do corpo

É nobre e especial,

Pois foi Deus quem projetou

De uma forma sem igual,

Nos fez pra cuidar da Terra

Fazer bem, e não o mal!

 

Deus criou então o HOMEM

Com a melhor intenção

Para ter aqui embaixo

Honradez, satisfação,

Porém vemos ser humano

Morrer de inanição!

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Morre, pois não sabe usar

A sua sabedoria,

Faz de tudo ao contrário

Daquilo que ouvira um dia

Da voz do seu criador:

-Na Terra, serei seu guia!

 

Mas o ser humano quer

Fazer seu próprio caminho

E vai destruindo tudo

Sem Deus, agindo sozinho

No final ainda diz

Que não recebeu carinho.

 

Deus criou assim o homem

A máquina mais perfeita,

Pensou em cada detalhe

Usou seiva e a colheita

Foi nascer cada ser único,

Que fantástica receita!

 

Um ser por Ele criado

Para o amor logo espalhar

Cuidar da terra, das árvores

E a máquina funcionar

E buscar sempre oxigênio

Na Sua usina solar!

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Segredo pra viver bem

É aprender a servir,

Na Terra deve haver troca

Entre os que vivem aqui

Na biosfera tem tudo,

Basta usar sem destruir.

 

Deus quando assumiu um corpo,

O verbo se fez ação!

Mandou seu filho para nós

Um amigo, um irmão,

Veio para semear,

Ajudar na plantação.

 

Colocando nesse ser

Sentimento e razão,

Então triste deve estar

Com essa forma de ação,

Pois tudo que precisassem

Encontrariam no chão!

 

Ar, água boa e limpa

São para o corpo guarida

Para fazer as funções,

Necessárias à vida

E outras coisas faltarão

Sem ar, água.... Sem comida!

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Sem água o corpo seca,

Não consegue funcionar.

Sem as árvores com seus frutos,

Sem moinhos a rodar

Não haverá fotossíntese

Nem seiva bruta a buscar!

 

Na África já se pode

O que digo constatar,

Sem comida e sem água

Fica a criança a aguardar

Pela urina da vaca

Pra sede e fome matar.

 

E fica assim quietinho

Pra matar também calor,

Naquela Terra esquecida

Por Deus, nosso Criador

Ou será que o homem colhe

Na Terra o que ele plantou?

 

Nós temos que preparar

Os herdeiros, as crianças

Mostrando que cada corpo

Deve ter uma aliança

Com os recursos naturais,

Única fonte e esperança.

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Dessa máquina tão linda

Cuidem com zelo, honradez

Porque é o instrumento

Mais perfeito que Deus fez

Para germinar na Terra

A semente de vocês!

 

Cuidem então dessa máquina,

Do planeta e do chão!

Lembrem-se que vem de lá

Toda seiva e proteção,

Elementos necessários

Na hora da gestação!

 

     Literatura de Cordel pra mim:

Uma forma de se valorizar

            Intensamente o que é nosso bem,

      Zelemos a arte que entretém,

Além de muito emocionar.

 

            Bravas histórias que conta o povo,

             Alegrias, tristeza, o antigo, o novo,

           Nuances do herói, vilão ou corvo,

Desejo, ironia, imensidão,

              Esmero do trabalho de um artista,

                Imprime sempre um ponto de vista

       Relatado por autor cordelista

  A expor poesia e emoção.

 

FIM

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A autora já escreveu vários folhetos de cordel, sendo este o primeiro a ser editado. Apaixonada pela cultura popular, Luiza Bandeira, professora do ensino fundamental, escreve sobre temas didáticos para facilitar a aprendizagem dos alunos.

 

Telefone: 83 8853-0768

E-mail: luizabandeira_@hotmail.com

 

Visite o site na internet:

www.projetocordel.com.br