Esta é uma simples homenagem ao Grupo Mamonas Assassinas...
Que contagiou o Brasil com irreverência e alegria.
***** Valentim Martins Quaresma Neto,
Santa Helena-PB, abril de 1996.

É preciso estar atento
Ao que a vida nos ensina.
A Deus, o Pai da bondade
Peço a inspiração divina
Para contar a história
Dos Mamonas Assassinas.

História que é alegre
Até quando o grupo existe
Com música e brincadeiras
Que o público não resiste,
Mas, com a morte do grupo
A história fica triste.

Nessa vida passageira
Há sempre um cheiro de morte,
Alguns dizem que é destino
Outros, que é falta de sorte,
Mas a morte traiçoeira
Põe na vida um grande corte.

As grandes coisas da vida
A morte troca em miúdos...
Se em vida temos fala
A morte nos deixa mudos,
E quando a vida se vai
A morte acaba com tudo.

A morte está para a vida
Como o mal está para o bem.
A vida é coisa sagrada,
Morte é sagrada também.
Quem nasceu tem que morrer
Não pode escapar ninguém.

Não adianta brigar,
Fazer guerra, trocar tapa.
Temos a morte por certo
De vez, e não por etapa.
Quem não morrer bem novo,
De velho, jamais escapa.

Peço licença ao leitor
Para entrar no meu relato.
Falar da irreverência
Que Mamonas foi retrato
E fez o povo dançar
Até furar o sapato.

O palco é a Grande São Paulo
E o cenário é Guarulhos.
Cidade de muito agito,
De embalo, de barulho
E mãe do Grupo Mamonas,
Motivo de tanto orgulho.

Cinco jovens barulhentos,
Como todo adolescente.
Resolveram ser "rockeiros",
Fazer um rock pra frente:
Cantar, dançar, animar
Do pobre ao Presidente.

E partiram corajosos
Para o mundo da alegria,
Treinaram o repertório,
Fundaram a Banda Utopia.
Por um pequeno cachê
Tocavam no dia-a-dia.

Viviam sempre a tocar
Alimentando a paixão.
Mas, cada um dos meninos
Tinha outra profissão.
Assim a Banda Utopia
Só fazia imitação.

Mas, o vocalista Dinho
É também animador,
Em suas horas de folga
Ficava sempre a compor,
Só para se divertir
Com bobagens sem valor...
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